quarta-feira, 8 de junho de 2016

Precisamos falar sobre a vaidade na vida acadêmica

OPINIÃO
por Rosana Pinheiro-Machado — publicado 24/02/2016 03h37, última modificação 24/02/2016 12h17

Combater o mito da genialidade, a perversidade dos pequenos poderes e os "donos de Foucault" é fundamental para termos uma universidade melhor

A vaidade intelectual marca a vida acadêmica. Por trás do ego inflado, há uma máquina nefasta, marcada por brigas de núcleos, seitas, grosserias, humilhações, assédios, concursos e seleções fraudulentas. Mas em que medida nós mesmos não estamos perpetuando esse modus operandi para sobreviver no sistema? Poderíamos começar esse exercício auto reflexivo nos perguntando: estamos dividindo nossos colegas entre os “fracos” (ou os medíocres) e os “fodas” (“o cara é bom”).

As fronteiras entre fracos e 'fodas' começam nas bolsas de iniciação científica da graduação. No novo status de bolsista, o aluno começa a mudar a sua linguagem. Sem discernimento, brigas de orientadores são reproduzidas. Há brigas de todos os tipos: pessoais (aquele casal que se pegava nos anos 1970 e até hoje briga nos corredores), teóricas (marxistas para cá; weberianos para lá) e disciplinares (antropólogos que acham sociólogos rasos generalistas, na mesma proporção em que sociólogos acham antropólogos bichos estranhos que falam de si mesmos).

A entrada no mestrado, no doutorado e a volta do doutorado sanduíches vão demarcando novos status, o que se alia a uma fase da vida em que mudar o mundo já não é tão importante quanto>>>

Burocracia judicial em causa própria: Jornalistas que divulgaram salários de magistrados são alvos de ações

07/06/2016 19h30 - Atualizado em 07/06/2016 20h00

Profissionais da Gazeta do Povo foram processados 37 vezes. Magistrados e promotores receberam acima do teto constitucional em 2015.


Associações que representam jornais e o Sindicato dos Jornalistas do Paraná criticaram nesta terça-feira (7) a reação de magistrados e promotores que entraram com dezenas de ações contra profissionais do jornal Gazeta do Povo. As ações foram propostas depois que o jornal publicou uma série de reportagens que mostravam os salários acima do teto constitucional pagos pelo Tribunal de Justiça (TJ) e pelo Ministério Público do Paraná (MP).
As reportagens que motivaram as ações judiciais foram publicadas pela Gazeta do Povo em fevereiro e analisaram dados encontrados nos portais da transparência do MP e do TJ.
Por conta das reportagens, três repórteres, um analista de sistemas e o responsável pelo visual gráfico das matérias viraram réus em 36 ações em juizados especiais, e também uma ação na Justiça comum – todas elas movidas por juízes e promotores que se dizem ofendidos com o que foi publicado.
Nas ações nos juizados especiais, os profissionais do jornal são obrigados por lei a comparecer às audiências. Eles já estiveram em 19 delas nos últimos>>

terça-feira, 7 de junho de 2016

Vianna: Democracia foi sequestrada pelo consórcio Mídia-MP

7 DE JUNHO DE 2016 ÀS 12:46

Por Rodrigo Vianna, na Fórum

Está claro há muito tempo que o processo em curso no Brasil não é apenas um ataque ao PT, ou ao que se convencionou chamar de lulismo. É um ataque ao sistema político estabelecido pelo pacto da Constituição de 88; e, talvez, chegue a ser também um ataque à ideia de Estado Nacional – que se constrói desde a Era Vargas.
O pedido de prisão de Sarney, Renan e Jucá (que repousa na mesa de Teori, no STF) mostra que o sistema político desmoronou.
Em 64, Lacerda achava que, demolindo o trabalhismo e derrubando Jango com apoio dos militares, herdaria o poder. Acabou cassado e a UDN foi extinta da mesma forma que o PTB.
Um advogado, fonte deste blogueiro e que atua na Lava-Jato, dizia já em 2015: “o PSDB, o Aécio e o PMDB terão o mesmo fim de Lacerda; não percebem que a Lava-Jato ataca hoje o PT, mas que o passo seguinte será a destruição>>>

sábado, 4 de junho de 2016

ELITISMO UNIVERSITÁRIO: DESSERVIÇO PARA A SOCIEDADE

OPINIÃO

A mais recente iniciativa dos estudantes da UnB nas redes sociais, denunciando as práticas elitistas dos professores universitários e da própria universidade no dia a dia do curso de Relações Internacionais é um poderoso sintoma do tipo de pais que estivemos construindo, enquanto a questão dos direitos humanos e do meio ambiente, entre outros, ocuparam o pódio do que podemos denominar de pensamento crítico social. Na calada da noite, encoberto pela retórica dos discursos acadêmicos e dos conhecimentos científicos de pobres resultados, grassou e ainda grassa a pequenez da arrogância e da prepotência cega, que impossibilita o desenvolvimento de um modelo universitário capaz de servir à sociedade que à sustenta.
Enquanto na sociedade chegou-se ao extremo das Audiências de Custódia, onde o juiz foca a sua observação dos fatos investigando se a abordagem policial foi adequada na prisão do cidadão – necessária, mas excessivamente maculada pelo entendimento de que somente as forças policiais cometem abusos contra os direitos humanos, no ensino universitário (apenas como exemplo) a cidadania – um dos pilares da República e do estado democrático de direito -, é destratada, desconsiderada e perseguida pelas prepotências imexíveis da arrogância acadêmica. Então não haveremos de combater o assédio moral e sexual>>>

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Universidade nega título a Moro: currículo tem uma página!

"Agente judicial treinado pelos Estados Unidos"!!!

publicado 01/06/2016

Reitoria da UEM não concede o título de Doutor honoris causa a Sérgio Moro
O reitor Mauro Luciano Baesso decidiu não conceder o titulo de Doutor honoris causa ao juiz Sérgio Moro, depois que um grupo de docentes e funcionários da Universidade Estadual de Maringá (UEM) solicitou sua invalidação. Dois documentos foram produzidos, e um deles protocolado, elencando varias considerações para a anulação do título.
Entre elas, o currículo Lattes do juiz  maringaense com apenas uma página e com um parco conhecimento em língua estrangeira, além de uma graduação desconhecida e não >>>

Velha notícia mostra Sérgio Moro Cidadão Comum


Justiça obriga juiz a escolher entre STF e magistério


25 de julho de 2012, 6h06
Por Pedro Canário

Para qualquer juiz, ser nomeado assessor de gabinete de um ministro do Supremo Tribunal Federal é uma grande honra, mas pode atrapalhar. Atrapalhou, por exemplo, as atividades acadêmicas do juiz federal Sérgio Fernando Moro, da 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba. No início do ano, ele foi designado assessor da ministra Rosa Maria Weber, o que o levou a brigar com a Universidade Federal do Paraná e levar o caso à Justiça Federal da 4ª Região.
Moro é professor de Processo Penal da Faculdade de Direito da UFPR e tem contrato que o obriga a trabalhar 20 horas por semana e ministrar pelo menos oito horas-aula semanais. Inicialmente, o juiz fora requisitado para trabalhar no STF duante o primeiro semestre de 2012. Conseguiu trocar, informalmente, os horários com outros professores da faculdade e se comprometeu a repor as aulas não dadas em sábados no segundo semestre.
Só que o desempenho de Moro como assessor o fez ser requisitado por mais seis meses, até o fim deste ano. Foi aí que começou a briga. Como precisa passar a semana em Brasília, o juiz pediu à Faculdade de Direito da UFPR que o liberasse por mais seis meses, se comprometendo a dar três aulas ininterruptas às sextas-feiras — quando a corte permite folga.
O pedido foi indeferido pelo Departamento de Direito Penal e Processo Penal. Moro recorreu, então, à administração da faculdade, e ouviu outro “não”. O colégio de professores disse que a proposta de Moro agride >>>

quinta-feira, 28 de abril de 2016

A OUTRA COR DO MEU PAIS

A OUTRA COR DO MEU PAÍS

Tudo bem: a cor do meu país
Nasceu do azul do céu
Do verde de nossas matas
E do amarelo que o ouro trás

Cores que brilharam nos olhos
Do estrangeiro que aqui bamburrou
Tanto que nossa bandeira
Foi o francês Debret que criou

Mas tem outra cor que nasceu de dentro
Como tudo que é muito adorado
Uma cor escondida no próprio nome
Feito um amor lá dentro guardado

A outra cor do meu país veio da mata,
Do miolo, do pau-Brasil mais cobiçado
Quem vê outra cor nesse nome que pronuncia
Chama de Leonor quem tem nome de Maria

A outra cor do meu país não é cor pra ser negada
É pau-Brasil em brasa, é a cor mais encarnada
Pau-Brasil é brasa, brasa não tem perdão
É vermelha e arrasa como a cor do coração

(adaptado do original)



(Original)

A COR DO MEU PAÍS

Não nasceu do azul do céu
Nem do verde de nossas matas
Ou do amarelo que o ouro trás

A cor do Brasil nasceu de dentro
Como tudo que é muito adorado
Cor escondida no nome
Feito amor à espera
Da hora de ser revelado

Veio da sua mata,
De dentro, do miolo
do pau-Brasil mais cobiçado

Quem vê outra cor
Na palavra que pronuncia
Chama de Leonor
Quem tem nome de Maria

A cor do meu país
Não é cor pra ser negada
É pau-Brasil em brasa
É a cor mais encarnada

Fonte: www.chicomorbeck.blogspot.com



(Isso já deu samba-enredo)

A COR DO MEU PAÍS

A cor do meu país podia ser
O azul do céu
O verde de nossas matas
O amarelo do ouro, mas

A cor do meu país nasceu de dentro
Como tudo que é muito adorado
Cor escondida no nome
Feito amor que depois é revelado

A cor do meu país veio da mata
Do miolo do pau-Brasil mais cobiçado

Quem vê outra cor no nome que pronuncia
Chama de Leonor quem tem nome de Maria
(bis)

A cor do meu país não é cor pra ser negada
É pau-Brasil em brasa é a cor mais encarnada
(bis)

Pau-Brasil é brasa
Brasa não tem perdão
É vermelha e arrasa
Como a cor do coração

Agora sei...



terça-feira, 26 de abril de 2016

Processo de impeachment foi grosseiramente forjado, diz Fabio Konder

Terça-feira, 26 de abril de 2016

Jurista alerta para necessidade de "programa de educação ética em todos os níveis"

O jurista Fábio Konder Comparato aponta que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff é uma tentativa de forjar "grosseiramente" a existência de um crime de responsabilidade. Em entrevista à IHU On-Line, publicada nesta terça-feira (26), o professor explicou o por quê e chamou a atenção para dois fatores que desencadearam a atual crise política -- o fato de uma pessoa da classe proletária conseguir se introduzir no quadro político tradicional; e de o país estar a beira de um colapso econômico, fruto em grande parte da sucessão do capitalismo industrial pelo capitalismo financeiro.

Fábio Konder Comparato também esclareceu que a Constituição Federal determina que a decisão de impeachment cabe ao Congresso Nacional, mas que "o STF não pode, de forma alguma, manter-se alheio ao processo". "Não só porque lhe compete, precipuamente, 'a guarda da Constituição' (art. 102), como também porque 'a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito' (Constituição Federal, art. 5º, XXXVI)."

"O atual ambiente generalizado de ódio, preconceito e intolerância política pôs em foco a falta de formação ética de grande parte do nosso povo"
Sobre a convocação de novas eleições, o jurista indicou: "Novas eleições só serão admissíveis mediante emenda constitucional."

"O atual ambiente generalizado de ódio, preconceito e intolerância política, criado durante o governo Dilma Rousseff, e que culminou com a escandalosa sessão da Câmara dos Deputados do último dia 17 de abril, pôs>>>

Impeachment: Golpe e resistência


por Roberto Amaral — publicado 26/04/2016 03h59

Ironicamente, deve-se à direita a reaglutinação das forças de esquerda

a sua inexcedível capacidade de superar a fantasia, a política rasteira nos transportou, no domingo 17, para o imaginário de Macondo, promovendo o encontro do realismo fantástico com o espírito de Macunaíma, no que ele tem de moralmente grotesco e de lassidão. A sociedade, preocupada com os destinos de seu país, postou-se diante da tevê para saber como votavam seus representantes chamados a decidir o destino do mandato da presidenta da República.

Mas, no lugar de um espetáculo cívico, presenciou uma ópera-bufa. Por horas, assistiu incrédula e, certamente, constrangida ao desfilar tragicômico de personagens ridículos que se sucediam diante das câmeras. Assim, o Brasil conheceu a Câmara e seus deputados. Aplausos para as exceções.

Não se ouviu dos adeptos do “sim” um só conceito político ou jurídico, um só>>>

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Depois de derrubar Dilma, ditadura vai prender Lula e cassar registro do PT

POR CARLOS MOTA

A primeira fase do golpe contra a democracia brasileira está sendo executada com precisão.

A presidenta Dilma já não governa de fato - e daqui a poucos dias, será afastada "temporariamente" pelos ilustres senadores desta republiqueta bananeira.

A segunda fase se iniciou há um tempo e será consumada bem antes do que muitos imaginam: a prisão de Lula e a sua condenação, para que não concorra na próxima eleição presidencial.

A terceira e última fase, digamos, política, será a cassação do registro do Partido dos Trabalhadores, o maior da esquerda brasileira, como ocorreu com o PCB em 1947.

Claro que os golpistas, que são a face visível dos plutocratas que mandam no país desde sempre, não se contentarão com essas providências.

O desmonte do lulopetismodilmismo se dará com a eliminação dos programas sociais que garantiram a redução, mínima é verdade, da desigualdade social, e, como eles gostam de dizer, com a "flexibilização" dos direitos trabalhistas - na prática, o fim da CLT.

Para completar a obra,>>>