domingo, 1 de setembro de 2013

Desabafo de internauta

27/ 08
Como desestabilizar uma família nas redes sociais? Os Fakes do GDF sabem.


Meu nome é Kimberlly tenho 17 anos, sou filha de uma jornalista e isso, de inicio, nunca foi fácil para mim. Minha mãe sempre viveu para trabalhar, e não apenas por dinheiro, como a maioria, ela sempre teve gosto pela coisa. Lembro do sufoco que foi para ela cursar a faculdade, o quão difícil foi conciliar vida social, profissional e pessoal com os estudos. Lembro-me de ouvi-la dizer "calma filha, um dia vai valer a pena". Hoje talvez valha, ela trabalha no que gosta e escreve cada matéria com amor, só me pergunto se realmente vale a pena manifestar sua opinião contando com uma democracia que não é respeitada. ...
Um belo dia cheguei em casa e, como de rotina, liguei o computador. Assim que entrei no Twitter vi algo que me deixou primeiramente irada, depois magoada e por fim, desiludida. Uma pessoa chamando minha mãe de “vagabunda”, outra dizendo que ela era “amante de um outro jornalista”, outro alegando que ela não existia e que ainda por cima fazia parte de uma quadrilha de crime organizado, e sabe o motivo? ...
Por que ela estava dizendo boas verdades sobre o atual governo do DF.

O que ela disse pode até ter doido para o governo, mas a mentira vinda dos fakes dentro da minha casa doeu muito mais. As pessoas na escola vinham me perguntar por que minha mãe estava sendo xingada nas redes sociais, e por que a acusavam de manter um caso extraconjugal e participar de uma quadrilha.
Eu nem sabia o que dizer, me sentia envergonhada, por vezes tive que ser buscada na escola mais cedo por não saber como reagir a tantos questionários.
Mas o amor a profissão falava mais alto, então tive que excluir minha própria mãe de qualquer meio social que eu possuía, para não ver esse tipo de ofensa descabida que me fazia sentir impotente por não poder fazer nada e que por diversas vezes me fez chorar.
Recentemente abri uma revista que minha mãe estava folheando e vi como título "fantasmas da internet".
Lendo a matéria descobri que as pessoas que atacavam minha mãe foram contratadas pelo governo da cidade que eu moro para "bater” em quem se mostrasse insatisfeito com o governador.
Espera, deixa eu ver se entendi; minha mãe paga impostos para ser chamada de vagabunda?
Para ser acusada de traição?
De criminosa?
Ela cumpre os deveres de cidadã para ser vandalizada dessa forma? Eu não aceito! Não aceito que falte recursos e boa vontade para tantas coisas importantes, mas que tenha dinheiro o suficiente para custear fakes, esses sim, criminosos.
Não aceito que pessoas sofram com a falta de segurança, qualidade nas escolas e milhares de outros direitos básicos enquanto o dinheiro público é gasto com um objetivo: quem discordar do nosso governo xingue, desmoralize, "bata sem dó".
Será que quem deu vida aos tais fakes sabem o quanto eu sofri com essa historia?
Será que eles sabem o constrangimento que eu passei?
Por que isso não tem nada no mundo que conserte.
Acho que todos nós votamos em um candidato para que ele nos proteja, para que faça do nosso Estado um lugar melhor de se viver, e não para que ele contrate uma empresa para nos “esculhambar” dentro da vida profissional e pessoal.
Me sinto agredida, essa brincadeira foi longe demais.
Quero que os responsáveis por isso paguem, que a Justiça se faça valer.
Fake quer dizer falso, o que é bem a cara dessa gestão que "cuida" de Brasília.
K. Cavalcante, estudante do ensino médio.
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